6 ANOS DE BLOGUE!

6 ANOS DE BLOGUE!
Obrigada a todos os Visitantes, Seguidores e Amigos!

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Zeca: Um robô português que ajuda crianças autistas




O robô, resultado de uma parceria entre a Universidade do Minho (UMinho) e a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM), é capaz de simular sentimentos como tristeza, alegria, surpresa e medo e tem estado a ser testado, com sucesso, em várias escolas, clínicas e associações das cidades de Braga, Porto e Aveiro.

De acordo com um comunicado enviado pela UMinho ao Boas Notícias, o Zeca (cujo nome provém da expressão inglesa "Zeno Engaging Children With Autism"), produzido pela empresa Hanson Robotics, faz parte de um reduzido número de projetos robóticos a nível internacional destinados a melhorar a vida social de crianças com perturbações do espectro de autismo.

Os testes realizados, até ao momento, com as crianças portuguesas que já conheceram o Zeca em "cenários de jogo" permitiram-lhes, segundo os investigadores da UMinho, melhorar "os níveis de resposta, envolvimento e interesse na interação social".

"Em concreto, [as crianças participantes] exibiram mais comportamentos não-verbais e tiveram um desempenho significativamente melhor nas tarefas, quer na identificação e imitação das expressões faciais, quer na inferência dos estados afetivos de colegas", congratula-se a equipa.
Ou seja, salientam os cientistas envolvidos no desenvolvimento do Zeca, apoiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), este "suporte robótico influenciou positivamente a interação com estas crianças" em comparação com o que se passou com aquelas "que realizaram tarefas idênticas" sem o apoio do robô.

A investigação "Robótica-Autismo" arrancou em 2009 no Centro Algoritmi e no Departamento de Eletrónica Industrial da Universidade do Minho, juntando a coordenadora Filomena Soares, os investigadores Cristina Santos, João Sena Esteves, Sandra Costa, Ana Paula Pereira (do Centro de Investigação em Educação da Universidade) e Fátima Moreira, da APPACDM.


Sem comentários:

Enviar um comentário